La Féria: “Parar um mês é um pesadelo”
00h30m
Filipe La Féria pretende estrear no Porto, em Abril ou Maio, o espectáculo “A gaiola das loucas”, musical baseado na comédia “La cage aux folles”, de Jerry Herman e Harvey Fierstein.
O produtor e encenador, que permanece no Rivoli-Teatro Municipal como convidado, admite que a paragem durante o mês de Fevereiro, devido à realização do Fantasporto, significará um prejuízo “bastante grande”. E até aponta uma solução diferente para o festival de cinema: a emblemática sala do Batalha.
Reuniu recentemente com a Câmara do Porto. Há alguma novidade em relação à sua permanência no Rivoli?
A Câmara Municipal do Porto tem o desejo de nós continuarmos. Agora, depende de nós arranjarmos ou não patrocínios, nesta época em que a gente bate à porta das empresas e só se fala da crise. O mês de Fevereiro vai ser de pré-produção, a ver se arranjamos meios para fazer uma grande produção, como é “A gaiola das loucas”.
E quanto ao futuro?
O ‘estranho caso do teatro Rivoli’ ainda não foi resolvido nos tribunais. A minha situação aqui é sempre de convidado peça a peça. Agora, somos convidados para fazer ‘A gaiola’ e vou propor uma peça infanto-juvenil para acompanhar, que provavelmente será ‘O feiticeiro de Oz’.
Que balanço faz de ‘Um violino no telhado’?
‘Um violino no telhado’ está há nove meses em cena e bateu todos os recordes, foi a minha peça mais vista, mais do que ‘Jesus Cristo Superstar’ ou ‘Música no Coração’. Ultrapassou os 250 mil espectadores, o que foi o meu recorde, e ultrapassou largamente os outros musicais também em permanência e até em lotações esgotadas. E vai agora sair de cena.
Com a realização do Fantasporto, fica parado durante um mês?
Sim, um mês… Mas parar um dia, para um teatro, como parar um dia, para um jornal, já é terrível. Porque, tal como um jornal vende todos os dias, nós também temos de fazer teatro todos os dias.
No ano passado, já houve essa paragem…
Mas no ano passado nós estávamos a meio de uma peça, o ‘Música no Coração’, que sofreu uma queda com a interrupção. O musical tinha estreado no Natal e continuou depois do Fantasporto. Neste ano, não fazemos isso, porque estamos em cena há nove meses, é preciso uma nova produção. ‘O violino no telhado’ fica até 31 de Janeiro.
O problema maior é não poder ensaiar durante o Fantasporto?
Não é só a questão de ensaiar, é também a questão de montar. Uma nova produção implica a desmontagem de uma superprodução e a montagem de uma nova, com outro cenário. No ano passado, não desmontámos, foi só a interrupção. Neste ano, é mais complicado.
Então, o prejuízo será maior?
O prejuízo é bastante grande. Parar um dia é terrível, parar um mês é um pesadelo, com tudo o que isso acarreta até para os actores. O teatro é um microcosmos integrado na sociedade. Com a carga fiscal, que duplicou ou triplicou, neste ano tudo se torna mais difícil, até para pedir patrocínios às empresas. E vemos todos os dias que as empresas estão a despedir dezenas de empregados.
Terá necessidade de fazer isso?
Não sei. Dependemos única e exclusivamente do público, não temos um único subsídio. E aqui pagamos 5% à Câmara, o que diariamente são 15% da bilheteira, por serem três sessões.
Tem tempo para preparar tudo durante o mês de Março?
Vou tentar. Tenho fama de trabalhar muito e de exigir muito às pessoas que trabalham comigo. Tudo farei para estrear ‘A gaiola’ em Abril ou Maio, devido à interrupção.
Parece-lhe que poderia haver alternativa para o Fantasporto?
Sim. Não tenho nada contra o ‘Fantas’, mas acho que o Batalha é um autêntico ‘ex libris’ da cidade. O Batalha é um cinema que devia ser o equivalente ao que o S. Jorge se transformou em Lisboa. É um edifício arquitectonicamente muito nobre, lindíssimo, e é um sítio onde nunca se poderá fazer teatro, nunca, porque o palco tem umas dimensões diminutas. Aquilo foi feito só para cinema e é um sítio muito pouco aproveitado. É um sítio com uma enorme nobreza.
Rua Cândido dos Reis em festa novamente
Sexta (13/06)
Concerto de música africana com o grupo Txkiss (22h00)
DJ Rodrigo Afreixo
Sábado (14/06)
Concerto dos Phist (22h00)
Quinta (19/06)
Performance “A Ordem do A”, pelo grupo Sobretudo (22h00)
DJ Rodrigo Afreixo
Sexta (20/06)
Desfile de Moda pela Escola Artística e Profissional Árvore
Sábado (21/06)
Concerto dos Pé na Terra (22h00)
Domingo (22/06)
Concerto dos Zaquelitraques (20 alunos com a gaiteira Teresa Paiva) (16h00)
Segunda (23/06)
Noite de S. João com o DJ Paulo Grave
Quarta (25/06)
Comemoração da Independência de Moçambique (com música, artesanato, debate e mostra da gastronomia do país)
Quinta (26/06)
Concerto dos Plaggio (21h30)
Concerto de Olive Tree Dance (23h00)
Performance “A Máquina do Sexo” (00h00)
Sexta (27/06)
Live act Mamas Baptista (22h00)
Concerto dos NAD (23h00)
Sábado (28/06)
Tertúlia “Arte e Feminismo” (21h30)
Concerto dos Toque de Caixa (22h00)
Dueto Sara Miguel (voz e piano) e Igor Silva (guitarra) (23h00)
Domingo (29/06)
Concerto dos Zelig (21h30)
